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Fibra e consolidação do segmento móvel beneficiam Telefônica

Maior empresa de telecomunicações do país, as ações da Telefônica Brasil têm recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 58,00

Estamos atualizando nossas estimativas da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, incorporando os resultados mais recentes e nossas premissas macroeconômicas. Dito isso, aumentamos nosso preço-alvo da VIVT3 para R$58/ação (de R$56/ação).

Portanto, o Safra mantém o rating de compra para a ação, pois continuamos a ver a Telefônica Brasil (VIVT3) como uma boa combinação de dividendos (temos um rendimento estimado de 7,0% para 2021), mas com bom potencial de valorização da ação.

Ainda vemos alguns drivers de eficiência a serem explorados, como melhoria gradual no mix de receitas da empresa (conforme o projeto da empresa de FFTH evolui) e um melhor ambiente competitivo no segmento móvel (especialmente após a consolidação móvel).

A avaliação da Telefônica Brasil (VIVT3) continua atraente mesmo antes de incorporar a consolidação de ativos móveis da Oi. Valorizamos a Vivo usando um DCF com previsão de 10 anos, 10,2% de WACC e 3,5% de taxa de crescimento na perpetuidade.

Em nosso modelo, ainda não incorporamos a aquisição de parte dos ativos móveis da Oi (que ainda estão pendentes de aprovação do Cade e da Anatel). Em um cenário considerando a integração desses ativos, nosso preço-alvo para VIVT3 aumentaria em cerca de 5%, para R$61,00, desconsiderando o potencial de reparo do mercado móvel nos preços de médio e longo prazo, o que poderia gerar muito mais valor para o caso.

Em relação às nossas estimativas, fizemos ajustes marginais para os valores do EBITDA ajustado para 2021 (queda de apenas 1,3%) após a incorporação dos resultados do 4T20, refletindo os impactos da pandemia da Covid-19 (tal queda foi compensada por um capex também inferior no ano).

Nossa estimativa de receita líquida ficou quase inalterada, embora tenhamos feito um ligeiro corte na receita líquida de serviços, compensada com estimativas um pouco melhores no segmento fixo (atribuídas à fibra ao desenvolvimento residencial).

Como consequência, esperamos que a receita líquida da Telefônica cresça 1,9% em 2021, enquanto o EBITDA pode crescer 3,0% e o lucro líquido 5,4%. Esperamos que a Telefônica tenha um FCFF operacional de ~ R$7,0 bilhões em 2021, representando um rendimento FCF de 8,2% (antes dos pagamentos de licença 5G e variações de capital de giro).

Os múltiplos da Telefônica Brasil (VIVT3) estão abaixo de seus pares internacionais, especialmente considerando a aceleração da implantação de sua rede de fibra e o movimento de consolidação no setor móvel como alguns fatores positivos de curto prazo que poderiam fazer com que o estoque se reavaliasse.

Em uma análise de múltiplos,VITV3 está sendo negociado a EV/EBITDA21e de 4,7x, ligeiramente acima de TIMS3 (a
4,3x), mas abaixo da America Movil (a 5,2x) e outros pares internacionais (média de 6,1x). Em nosso preço-alvo, VIVT3 deve ser negociado a um múltiplo EV/EBITDA21e de 5,9x e P/L21e de 19,3x.

Em nossa opinião, a aceleração da implantação da rede de fibra e o processo de consolidação pelo qual o setor móvel está passando, o múltiplo de VIVT3 poderia ser reclassificado.

A Telefônica Brasil (VIVT3) assinou de um acordo de parceria para o desenvolvimento e exploração de uma rede de fibra óptica neutra e independente no mercado brasileiro por meio da FiBrasil Infraestrutura e Fibra Ótica S.A, ou simplesmente FiBrasil.

A parceria envolve, além da Telefônica Brasil, o grupo global de investimentos CDPQ (Caisse de dépôt et placement du Québec) e a TEF Infra (Telefónica Infra, S.L.U.), subsidiária da controladora Telefónica S.A.

Os termos do acordo
O negócio foi avaliado em 16,5x EBITDA 2020 Pro-forma (muito acima dos múltiplos das operadoras de Telecom e mais alinhado com o múltiplo da infraestrutura de telecomunicações).

A CDPQ fará um investimento total de R$ 1,8 bilhão (incluindo pagamentos à Vivo e contribuições à FiBrasil) por uma participação de 50% na nova empresa (representando, portanto, um EV total de R$3,6 bilhões para o negócio).

A TEF Infra também terá de contribuir, em condições econômicas equivalentes, com uma participação de 25% na FiBrasil.

A composição acionária da nova empresa passará a ter a CDPQ como detentora de 50% do capital social, seguida pela Telefônica do Brasil e TEF Infra, ambas com 25% do capital remanescente.

Expansão da rede
Os investimentos feitos pelas três empresas em conjunto contribuirão para a expansão da rede FTTH (rede de fibra óptica para residências) para novas localidades (foco em cidades de médio porte fora do Estado de São Paulo, ainda não exploradas).

O plano da FiBrasil é chegar a 5,5 milhões de HP (Home Passed, termo adotado pelo setor para designar o número de domicílios cobertos pela rede) nos próximos 4 anos, com a Telefônica Brasil, cliente âncora, contribuindo com 1,6 milhão.

Vale a pena investir em VIVT3?
Líder de mercado no mercado de telecomunicações, com estratégia orientada à qualidade, portfólio premium e bom mix de clientes.
A empresa vem apresentando resultados sólidos e positivos, surpreendendo na velocidade e no tamanho das sinergias com a GVT.
Fornece a maior geração de fluxo de caixa livre do setor, devido a uma combinação de alta lucratividade e menor investimento.
A empresa pode se beneficiar da mudança na regulamentação brasileira de telecomunicações.

Quais os riscos ao investir em VIVT3?
Como líder em clientes premium, a empresa geralmente cobra tarifas acima de seus concorrentes. Um risco seria a concorrência se tornar mais agressiva nos preços;
Outro seria a competição se tornar capaz de aumentar a percepção da proposta de valor/qualidade com os clientes, diminuindo essa vantagem competitiva da Telefônica.

Sobre a Telefônica Brasil (VIVT3)
A Telefônica Brasil S.A. é a maior empresa de telecomunicações do país, com atuação em âmbito nacional e com um portfólio de produtos completo e convergente (voz fixa e móvel, banda larga fixa e móvel, ultra banda larga, dados e serviços digitais, TV por assinatura e TI).

Com uma estratégia centrada em dados, a Telefônica Brasil possui uma base de ativos única e irreplicável, que contribui para a cobertura de 88,0% da população com rede 4G e presença em 3.100 cidades.

Além disso, a Telefônica Brasil conta com o lançamento acelerado de cidades com a rede 4,5G, mantendo a diferenciação de sua rede em relação aos principais competidores.

Listada na B3, as ações da empresa são negociadas sob o ticker VIVT3.

Fonte: Safra

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