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Relatório sobre perspectivas da economia mundial divulgado do Fundo Monetário Internacional alerta para os efeitos da pandemia no crescimento

Apesar do avanço da vacinação em diversos países contra a covid-19, os riscos para e economia internacional persistem, sobretudo com a variante delta, o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a reduzir um pouco a previsão de alta do crescimento global de 6,0% para 5,9% neste ano, mantendo a estimativa de expansão de 4,9% em 2022, segundo o relatório Perspectiva Econômica Mundial divulgado nesta terça-feira, 12.

O FMI fez um “pequeno corte” na projeção para o crescimento do Brasil neste ano – de 5,3% em julho a 5,2% agora, após o aperto na política monetária e também do cenário econômico dos Estados Unidos.

A revisão é fruto dos efeitos da alta dos juros na política monetária, diante da inflação alta no Brasil e também por causa da previsão de menos crescimento nos Estados Unidos, que é um importante parceiro comercial do País.

O FMI também destaca que o avanço dos preços das commodities e o retorno dos setores industrial e de serviços após o auge do choque da pandemia da covid-19 “tem sido importante para a recuperação” brasileira.

FMI rebaixa projeção de crescimento global
De acordo com Gita Gopinath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, “a perigosa divergência” no cenário de evolução da demanda agregada pelo mundo continua uma grande preocupação.

Segundo ela, a produção dos países avançados deve atingir os níveis pré-pandemia em 2022 e exceder tal patamar em 0,9 ponto porcentual em 2024. Por outro lado, ela pondera que o nível de atividade em mercados emergentes e nações em desenvolvimento, com exceção da China, deve ficar 5,5 ponto porcentual abaixo do nível anterior à covid-19 em 2024, o que resultará em “grandes retrocessos para a melhora das condições de vida” de seus cidadãos.

O FMI ressalta que as ações dos países ricos para assegurar a imunização em nações em desenvolvimento são fundamentais para o crescimento global e para o controle da pandemia.

“Enquanto perto de 60% da população em economias avançadas estão totalmente vacinadas e alguns estão recebendo os reforços, cerca de 96% da população em países de baixa renda continuam sem vacinas”, destacou Gita Gopinath.

Na sua avaliação, os mercados emergentes estão removendo com maior rapidez estímulos a empresas e famílias devido ao risco de perder a ancoragem de expectativas de inflação e diante de condições financeiras mais apertadas.

De acordo com o fundo, a prolongada pandemia provocou interrupções da fabricação de mercadorias, o que, aliado à alta de commodities, gerou um incremento expressivo da inflação de forma global, prejudicando países avançados, como os EUA e a Alemanha, e também nações em desenvolvimento.

O FMI também ressaltou que mudanças climáticas são um risco importante para a evolução da economia global e medidas para coibir a emissão de carbono devem ser adotadas, como um imposto sobre CO2 em termos mundiais.

Projeções de crescimento
O Fundo Monetário Internacional reduziu a previsão de crescimento dos EUA de 7% para 6% neste ano, mas elevou de 4,9% para 5,2% em 2022.

No caso da China, o FMI baixou um pouco a projeção de expansão do Produto Interno Bruto, de 8,1% para 8,0%, em 2021 e também diminuiu levemente, de 5,7% para 5,6%, a estimativa para o próximo ano.

Em relação à zona do euro, o Fundo aumentou a previsão de elevação do PIB de 4,6% para 5,0% neste ano e manteve os 4,3% de avanço do indicador em 2022.

Para o Japão, o FMI reduziu a estimativa de crescimento de 2,8% para 2,4% em 2021, enquanto subiu de 3,0% para 3,2% no próximo ano.

Recuperação global perde impulso
Economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath afirmou que a recuperação global continua, mas “perdeu impulso”.

Ela concedeu entrevista para detalhar o relatório Perspectiva Econômica Mundial, no qual o fundo cortou sua previsão para o crescimento global neste ano de 6,0% a 5,9%, mantendo a estimativa de expansão de 4,9% em 2022.

Gopinath avaliou que, no geral, os riscos de baixa aumentaram pelo mundo, desde a publicação do relatório anterior do FMI. Ela destacou a divergência na retomada entre diferentes países, atribuindo isso a desigualdades no acesso a vacinas contra a covid-19 e também no tamanho dos estímulos adotados para apoiar o quadro.

No caso de alguns países, há possibilidade de que o crescimento acabe por ser maior que o projetado, entre eles os Estados Unidos, notou.

Já sobre a China, a economista-chefe disse que houve um “pequeno corte” na projeção para o crescimento – que neste ano passou de 8,1% a 8,0%. Gopinath atribuiu isso a um aperto fiscal maior que o previsto e também citou “desafios” para o país no quadro atual, como problemas no seu setor imobiliário e também em cadeias de produção.

A economista-chefe do Fundo Monetário Internacional disse, ainda, que as expectativas de inflação na Argentina “continuam a estar desancoradas, neste momento”. A declaração foi dada na coletiva e em meio a negociações entre o fundo e Buenos Aires de mais um pacote de ajuda. Gopinath mencionou também “a crescente dependência em financiamento monetário” que ocorre na Argentina. “Nós continuamos a trabalhar proximamente, no nível técnico, com o governo argentino em busca de soluções por um crescimento mais sustentável”, afirmou.

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