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O que esperar para a Selic após a surpresa na decisão do Copom

Comitê de política monetária do Banco Central aumenta a taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano

O que esperar para a Selic após a surpresa na decisão do Copom
Comitê de política monetária do Banco Central aumenta a taxa básica de juros de 2% para 2,75% ao ano

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) surpreendeu na noite desta quarta-feira, 17, ao anunciar um aumento na taxa Selic de 2% ao ano para 2,75% ao ano.

A decisão, promovendo um “ajuste mais célere” do grau de estímulo, foi além do consenso do mercado e das nossas projeções (2,50%), e reflete a nossa preocupação de que a deterioração das previsões de inflação em 2021 contaminasse as expectativas para 2022.

O comunicado do Copom destacou que “o cenário atual já não prescreve um grau de estímulo extraordinário”, indicando a conveniência de iniciar um processo de normalização parcial da política monetária.

Em sua decisão, o Copom também justificou que o ajuste mais célere nos juros tem como benefício manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos.

A instituição complementou, ainda, que essa estratégia é compatível, de acordo com as informações atuais, com o cumprimento da meta em 2022, mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social. Veja o comunicado do Copom na íntegra.

Próximas reuniões do Copom

Para a próxima reunião, o próprio comunicado do Copom sinalizou que, a menos que haja uma mudança significativa nas projeções de inflação ou no balanço de riscos, deve haver a continuação do processo de normalização parcial do estímulo monetário com outro ajuste da mesma magnitude, ou seja, de mais 0,75 ponto percentual.

Desse modo, após a decisão do Copom, atualizamos o nosso calendário de alta da Selic. Mantemos a visão da taxa em 4,50% neste ano, mas o timing dos reajustes nos juros mudou.

Assim, esperamos os seguintes movimentos nas próximas reuniões:

4 e 5 de maio: alta de 0,75 p.p., com taxa Selic a 3,50% ao ano
15 e 16 de junho: alta de 0,50 p.p., com taxa Selic a 4,00% ao ano
3 e 4 de agosto: alta de 0,25 p.p., com taxa Selic a 4,25% ao ano
21 e 22 de setembro: alta de 0,25 p.p., com taxa Selic a 4,50% ao ano
As reuniões acontecem, sempre, em dois dias, com a decisão sendo comunicada ao final do segundo encontro. Para conhecer mais sobre o assunto, veja como é uma reunião do Copom.

Essa trajetória é compatível com nossa visão de que os juros reais, hoje negativos, devam caminhar para próximo de zero ao final do ano. Ela pode ser incrementada, caso a inflação em 2021 convirja para valores acima de 4,5%.

Fonte: Safra

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