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Temos indicado que a imunização da população é um dos principais eventos para se acompanhar no contexto atual. Pensando nisso, trouxemos um balanço de como está a vacinação e o que esperar daqui pra frente.

A campanha de vacinação avança entre o grupo de prioritários definidos pelo governo federal. Desde o início da pandemia os óbitos se concentraram entre os idosos e as pessoas com comorbidades.

Segundo dados do Ministério da Saúde, indivíduos acima de 60 anos representam 80% dos óbitos, mesmo depois da disseminação da variante P1. A prioridade na vacinação foi, portanto, dada aos trabalhadores da saúde e a esses grupos.

Hoje, quase 75% dos indivíduos acima de 80 anos já receberam ao menos uma dose da vacina, assim como mais de 50% das pessoas na faixa de 70 a 79 anos.

A experiência de outros países, especialmente o Reino Unido, mostra que a 1ª dose já seria capaz de diminuir o número de casos graves e óbitos, e reduzir a circulação do vírus.

Incertezas na vacinação
A oferta de doses de vacina é a principal incerteza sobre o ritmo de vacinação nas próximas semanas. Até agora a grande maioria das inoculações foi com a vacina do Instituto Butantan, mas começam a surgir dúvidas sobre a disponibilidade do princípio ativo para essa vacina.

Além disso, as projeções de entrega de outros fornecedores têm sido revisadas para baixo com frequência. Até março foram usadas 26 milhões de doses de vacinas, enquanto a estimativa inicial era de 38 milhões disponíveis.

A indisponibilidade da Covaxin, da Índia, foi a principal causa dessa revisão, não tendo ela sido autorizada pela Anvisa. Olhando para os próximos meses temos o seguinte quadro:

Abril
Informações iniciais do Ministério da Saúde davam conta de uma oferta de mais de 56 milhões de doses, mas nossas estimativas apontam agora para uma oferta próxima de 33 milhões, sendo que em depoimento na semana passada ao Congresso, o novo ministro da Saúde teria indicado que a oferta poderia ser de apenas 25 milhões de doses. E não há ainda data para o início das entregas das vacinas da Fiocruz.

Maio
Projetamos 37,5 milhões de doses, após excluir a Covaxin, e ajustar a expectativa de entrega da Fiocruz.

Prazos da vacinação
No atual ritmo de produção poderá ser necessário estender o prazo entre as doses da Coronavac, ou desacelerar o ritmo de vacinados, empurrando a vacinação dos grupos prioritários até junho.

Com as promessas de entrega atuais (cenário 1), o grupo de prioridades, com 77 milhões de pessoas, teria recebido ao menos uma dose na 1ª quinzena de maio. Com isso, haveria alívio mais forte no número de óbitos, potencialmente permitindo uma reabertura sustentável da economia.

Em um cenário mais realista de entregas (cenário 2), baseado na coluna “revisão” das tabelas acima, o ritmo de vacinação acelera mais lentamente, considerando também que as pessoas que tomaram as vacinas da Coronavac precisam tomar a 2ª dose em 28 dias, enquanto os vacinados com Fiocruz/Oxford precisam tomar a 2ª dose somente após 3 meses.

Sob essas hipóteses, o grupo prioritário seria alcançado somente na 1ª semana de junho, postergando a normalização da atividade econômica.

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